Um casal e duas crianças nos receberam sorrindo.
Permanecemos ali por um bom tempo.
Conversamos, tomamos café, comemos. Sentamos depois à beira de um riacho e rimos bastante naquele instante.
Quando nos despedimos, eu fiquei com a mulher ainda um pouco lá fora e a colega minha com os dois meus foram saindo.
Logo que comecei a fazer o caminho atrás deles é que foi o problema.
Num dado momento, se distanciaram muito de mim e eu fui caminhando, fazendo todo o trajeto sozinha.
Fui andando; atravessei casas indo por dentro delas; passei debaixo de cercas; subi morros, desci; entrei em casas novamente, saí; cortei caminho no meio do mato; subi degraus de terra; escalei barrancos; pulei degraus de pedaços de tijolos.
Atravessei uma casa com gente almoçando.
Caminhei bastante por ruas largas; entrei de novo e outra vez em casa com gente no chão, comendo.
Encontrei pessoas em bancos num lugar onde parecia ser uma pracinha; escura, sombria.
Perguntava pelos meus acompanhantes e ninguém sabia me informar nada.
Depois de muito andar nesse labirinto maluco, encontrei-os novamente, porém, a colega não estava mais com eles.
E recomeçou de novo; agora com os três.
Às vezes, meu neto ou filho se distanciava de nós e eu tinha que correr muito atrás dele.
Alcançava-o, cansada.
Continuamos a percorrer essa verdadeira via crucis; eu já esgotada.
Foi aí que de um sobressalto acordei.
Passei o dia com dores nas pernas e fadigada.
? !
Laura Válio

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